As viagens de 2017

O ano começou sem grandes viagens por motivos de: ski Fridays. Não sei se já comentei aqui, mas de janeiro a março a escola de Mati fecha toda sexta-feira e todo mundo vai pra montanha esquiar. E ele TEM que ir, rs.. é trabalho gente. E eu posso ir também. O grande "problema"(spoiler: não é problema) é que chegamos depois das 18h nas sextas, o que inviabilizou viajarmos aos finais de semana. Mas não foi nada mal passar 8 sexta-feiras esquiandinho, neam?

Em fevereiro, no entanto, ele tem uma semana de férias, e nós aproveitamos para fazer nossa primeira roadtrip europeia. Fomos ao Piemonte, região norte da Italia, famosa por seus maravilhosos vinhos Barolo, e também pelas trufas milionárias. Acabei nem escrevendo dessa viagem aqui no blog, não sei porquê. Mas foram 5 dias degustando vinhos na companhia de amigos, vendo cidadezinhas pitorescas, comendo muito bem, dormindo até tarde, sabe aquela coisa GOSTOSA? Pois é. Foi assim. Eu quero muito voltar ao Piemonte na época certa, onde a neblina não vai cobrir a paisagem maravilhosa de cima dos morros, e mais uma vez me acabar de comer e beber bem, e apreciar a boa companhia que os italianos sabem ser. 
Por do sol sobre as parreiras do Piemonte



Em março foi a vez de botar meus pés na Espanha, mais precisamente na tão sonhada Barcelona (falei um pouco da viagem aqui e aqui). Foi rápido, foi intenso, teve chuva de baldada, mas teve sol, teve dias lindos, teve comida maravilhosa, teve tudo que eu queria. E sigo querendo! 

Abril foi o mês to tão aguardado reencontro, eu e o Brasil. Passei 2 semanas corridas, intensas e maravilhosas no Brasil. A primeira parte da minha viagem foi pura correria: quatro dias correndo em São Paulo, visitando amigas, conhecendo os bebês mais fofos da cidade, resolvendo burocracias, me emputecendo com o trânsito, me maravilhando com a comida. Depois outros quatros dias na minha  pacata Pariquera-Açu, curtindo a casa de mamãe, comendo churrasco, fofocando com os amigos de infância. Por fim, uma semana de sol, calor e amor em Itacaré, na Bahia. Fui casar meu primo-irmão, e aproveitei pra bronzear a bunda branca, nadar tudo que eu podia no nosso mar azul, comer todas as moquecas possíveis, e ser feliz, muito feliz. Saudade Brasil, saudade Itacaré <3 
São Paulo, minha selva mais louca e favorita <3

E eu, minha sobrinha, e o mar maravilhoso da Bahia. Volta Bahia!
Em maio fiz uma visita inspiradora e de aquecer o coração a uma amiga em Amsterdam, uma das minhas cidades favoritas no mundo. E para começar junho, nós seguimos rumo a Alsace, uma região encantadora na fronteira entre a Suíça, França e Alemanha. Também em junho voltei à França, dessa vez só com as amigas, para casar uma das minhas maravilhosas Single Ladies. Conhecemos o interior francês e depois passamos dois dias quentes e ensolarados em Paris. 
Na Holanda

Em Alsace
With a little help from my friends
Julho foi O mês, o nosso mês de rodar essa incrível Suíça. Ainda não escrevi sobre tudo que vi por aqui, mas não faltam fotos nesse blog para incentivar todo mundo a vir conhecer esse país que é de uma beleza acachapante.



Em setembro rolou uma visita vapt vupt a Portugal, que só me deixou com mais vontade ainda de conhecer esse pequeno gigante. 
Oi Portugal, quer ser meu amigo?
Em outubro fomos a Minneapolis e depois para California, onde cozinhamos no outono super quente: pegamos 40 graus por lá. Mas no big deal. Fomos almoçar com o Pateta, fomos catar abóbora, brincamos na rua, nadamos na piscina, e curtimos muito a família e nosso Baby amado <3 
O amanhecer em Minneapolis



E o amor na California <3
Novembro foi mais tranquilo, e não saímos da Suíça, mas fomos abrir a temporada de neve em Saas Fee.

E por fim, depois de visitar vários mercados de Natal, participar de todos os amigos secretos, de adiantar nosso jantar natalino, de trocar presentes, e de morrer de frio, amanhã embarcamos para a última viagem de 2017, uma viagem pela qual eu venho esperando há pelo menos uma década. Sim, estou indo dar um check na minha bucket list, e não há nada melhor do que começar um ano novo realizando sonhos não? Aqui do lado tem o link pro meu Instagram, pra quem quiser acompanhar as aventuras :)
* * *
Como acho que só volto por aqui ano que vem, aproveito pra deixar um Feliz Natal pra todo mundo, desejar um lindo Ano Novo, cheio de aventuras, viagens, e principalmente, FELICIDADE

O que eu fiz, e o que farei

No começo do ano eu fiz esse post com algumas metas para 2017. Foquei em coisas gerais e possíveis, e acho o resultado foi satisfatório porém podia ser melhor. Vejamos:

Conhecer ao menos um lugar novo por mês em Berna ✔️
Eu fiz as devidas anotações para que no fim do ano pudesse conferir, e entre parques, bares, museus e restaurantes, conheci sim lugares novos todos os meses em Berna. Inclusive, na maioria dos meses, foi mais que um lugar novo.
Conhecendo um museu novo...
... e também um exemplar da vida norturna de Berna no verão
Ter um emprego, ainda que temporário ou part time✖️
Esse item não se cumpriu, mas não por falta de vontade, né... Já comentei aqui dos meus visa issues, e é isso aí. It is what it is. 

Finalizar o B1 no alemão✔️
Siiiim.. terminei julho com a régua passada no B1. Meu alemão não é nenhuma maravilha, mas hoje já me viro, resolvo as questões do dia a dia, tenho conversinha fiada de vez em quando com alguma senhorinha... certamente com a gramática toda cagada, mas e daí, né. Um passo de cada vez.

Perder o kilo que me sobra e permanecer abaixo dos 60kg✖️
Não tive coragem de me pesar. Fim.

Subir um nível no ballet ✔️
Alcançado. Sigo longe de ser uma bailarina, mas a minha evolução é bem notável em aula, e eu estou feliz. Estou pronta para passar para uma aula mais adiantada, mas por questões práticas vai ficar para abril. O que importa mesmo é q eu eu evolui.

Usar a bicicleta além do subúrbio✔️
Outra missão cumprida. Causo engraçado: no meu primeiro dia além Ostermundigen eu tomei um TOMBASSO nos trilhos de bonde, daqueles de tirar o sujeito do rumo. Mas ok, não me abalei, e segui minha vida. Hoje em dia ando de bike nessa Berna inteira. 

Esquiar decentemente✔️
Terminei o inverno descendo uma pista azul em 20 minutos, sem cair, sem medo, felizona. Meta devidamente cumprida.

Ler mais livros✖️
Falhei. Miseravelmente. Não contei, mas devo ter lido o mesmo tanto do ano passado, ou no máximo um livro a mais. 

Finalizar o processo da cidadania italiana✖️
Outro item não realizado, mas também não por vontade minha. Contei aqui o que se passou, e o porque decidi fazer o processo aqui na Suíça. No entanto, preciso ter residência fixa para poder fazer aqui, o que só sai em julho de 2018. Então o processo está on hold até lá.

Fazer trilhas✔️
Siiim. Poderia ter feito mais, claro, mas ainda assim, é um começo e eu considero essa meta alcançada. Fiz seis trilhas esse ano, sendo uma delas tão linda e maravilhosa que me fez chorar de emoção. 

Começamos a trilha numa geleira e terminamos de cara pra uma cachoeira coroada por arco-íris. Vale o choro, né?
Ver mais filmes✖️
Vish... esse item aqui ficou pior que o dos livros. 

Usar menos celular✖️
Nessa minha nova vida aqui na Suíça eu virei muito heavy user de celular. Eu fico muito sozinha, e acabo passando o dia com o bendito na mão, falando com amigos e família no Brasil, olhando redes sociais, enfim, buscando companhia. Esse ano eu tentei usar menos, e acho que até diminui um pouco, mas MUITO POUCO. Não era o que eu estava pensando quando botei esse item na minha lista. Então vai ficar como item em aberto. 
* * *

E o que eu quero para 2018?

Eu quero... 

* realizar os itens da lista de 2017 que não consegui (ou seja, arrumar emprego, terminar cidadania, ler mais livros, ver mais filmes e usar menos o celular);

* tirar o Telc (exame tipo Toefl, mas de alemão) para o B2; 

* conhecer os 6 cantões suíços que ainda não conheço; 

* voltar a Berlim; 

* cozinhar mais coisas diferentes;

* manter uma rotina de cuidados com a pele, porque I wanna be forever young hahaha;

* fazer um calendário de advento no Natal;

* aprender a usar a minha máquina de costura (que eu já disse por aqui que aprenderia, e fiz foi nada sobre isso).

E aí, como será que será?!?!

Cara a cara com uma geleira

Ao final do nosso mês de andança pela Suíça, queríamos encerrar em grande estilo. Mas como era 1 de agosto, o Dia Nacional da Suíça, queríamos também fazer algo meio swiss style. Depois de avaliar algumas opções, decidimos por um hiking. Mati foi atrás de qual trilha fazer, encontrou coisas e eu fui meio às cegas. Montamos nosso picnic, pegamos um trem para Brig, de lá um outro trem sentido Betten, e depois ainda um cable car para Bettmeralp. Ao todo foram 2:30 de percurso, mas que eu nem senti passar porque foi lindo. 



Lá no topo há um restaurante, e então Mati me apontou outra direção: vamos pra lá, vamos em direção à geleira. Nessas alturas eu já estava sabendo que iríamos fazer uma trilha no Aletsch Glacier, a maior geleira alpina. Porém nada te prepara para chegar lá e:

Eu nem conseguia acreditar no que meus olhos viam. Descemos em direção à esse rio congelado e passamos horas caminhando na beirada da paisagem mais surreal que eu já vi na minha vida. É possível ver as entranhas azuis da geleiras, os cristais, aquele gelo eterno que não derrete nunca. Ao redor, essas montanhas enormes, cercadas por nuvens bem dramáticas. E pra deixar tudo ainda mais pitoresco, encontramos várias vezes com grupos de cabras e ovelhas se aventurando nas pedras. Eu tirei trocentas fotos, e nenhuma delas descreve a grandiosidade desse lugar, e a emoção de botar os olhos nisso tudo. Eu chorei de emoção e não foi só uma vez. 
Nossa trilha
As entranhas da geleira


<3 
Sentamos algumas vezes para apreciar a paisagem com calma, comer nosso almoço, depois andamos, e paramos para sobremesa, e assim fomos indo. Depois de algumas horas, entramos em direção a um ponto de apoio, onde a ideia era sentar de nov e depois dar uma volta na montanha, passando pelo Märjelensee, e assim alcançar nosso ponto de chegada em Fiescheralp. Mas aí começou a fechar o tempo, e acabamos optando por cruzar um túnel que cruza a montanha por dentro, o que cortaria o nosso caminho em 1 ou 2h (dependendo da rapidez). O túnel é completamente escuro e gelado, e uma lanterna teria sido boa ajuda rs. Mas a gente se virou mesmo com a luz do celular (de Mati, porque o meu já tinha morrido - e por isso mal tenho fotos dessa segunda parte do trajeto rs). Ao sair, a chuva tinha dado uma trégua e aí, a gente da de cara com o que?

Pois é. Quando eu achei que já tinha visto coisa maravilhosa o suficiente, ainda aparece uma cachoeira imensa rodeada por um arco íris. Mais um ponto alto desse dia que já estava incrível. Seguimos nesse caminho, que é super bonito, até chegarmos em Fischeralp, onde pegamos o bondinho de volta para Betten. 
E a felicidade?
Entre todas as coisas bonitas que eu já vi aqui na Suíça, acho que esse dia foi o mais espetacular. E eu recomendo muito pra quem gosta de trilha ir lá se aventurar no Aletsch Arena, um ecossistema absurdo, repito, a maior geleira alpina (e que vem perdendo alguns centímetros todos os anos, by the way), e fazer alguma trilha. Essa que fizemos (detalhe aqui) não é difícil, encontramos famílias fazendo com crianças, bebês em mochilinhas nas costas. Só não é possível para quem tem mobilidade limitada, já que você anda num barranco com pedregulhos.

O trajeto todo saindo aqui de Berna, para quem não tem nenhum desconto de trem, sai em torno de Fr. 70 o trecho. Para quem tem o Swiss Travel Pass, o trajeto está quase todo inclusive, sendo somente necessário pagar o último cable car com desconto de 50% (e eu já não me lembro mais quanto exatamente foi, mas acho que em torno de Fr.15).

Ps - sorry as fotos de celular, mas a gente é meio beginner nesse negócio de trilha e não queria carregar máquina pesada o dia inteiro rs

Saas Fee

Logo quando chegamos aqui e começamos a falar de esquiar, alguém já mandou a gente decorar esse nome: Saas Fee. É uma vila alpina no Valais, cantão ao sul da Suíça, que fica a 1300m de altitude, e onde se concentram algumas geleiras, acessíveis através de gôndolas e lifts. Por isso é possível esquiar lá o ano inteiro. Além disso tem um bastente pistas de nível fácil e intermediário, ou seja, muito conveniente pra quem está aprendendo, no caso eu e Mati.

Em abril fomos para o nosso último esqui do inverno - e pra vocês verem, mesmo sendo abril, alta primavera, por lá a neve ainda estava pegando forte, tanto que demos azar e o dia estava com alerta de avalanche, então só conseguimos esquiar na pista de treino na vila. 
Na pistinha de treino, que aliás, é excelente
Agora com minha irmã aqui, resolvemos que abriríamos a ski season por lá. Facilitou a decisão o fato de eles estarem com uma promoção (até 17/12) no season ticket. Quem tiver interesse, entra aqui que é possível comprar um passe que vale desde já até o fim de abril por 233 francos. Nós compramos. E embora a vila seja famosa pelo esqui, eu acho que quem não quer esquiar, mas quer ver uma autêntica vila alpina, pode considerar o passeio. Porque a vila é uma graça de linda, e a paisagem, meu povo... é de babar. Saas Fee é rodeada por vários picos imensos, alguns de mais de 4 mil metros de altura, por geleiras azuis e brilhantes, árvores pontudas. Sério. Apenas vejam:


Mati deslizando pela rua pra gente ir almoçar mas rápido, rs
Uma outra coisa muuuito gracinha são as casas de pedra, características do Valais. No caminho entre Visp e Saas Fee é possível ver que muitas casinhas pela estrada são todas feitas de madeira, cujo telhado e base são de pedra, para evitar a ação de roedores. E lá em Saas Fee tem várias. É muito charmoso:

A circulação de carros que não sejam elétricos é proibida por lá, e as ruas sempre livre dão um charme extra. É tudo bem perto, então a "falta" de carro não dificulta, mas tem uns taxis elétricos e um ônibus que faz o trajeto entre a rodoviária e o meinho da vila, no Alpin Express, para quem estiver com as pernas cansadas haha. Como Saas Fee é bem turística, inclusive eles se autodenominam a República das Férias, rs, tem bastante estrutura: restaurantes, bares, bancos, hotéis, Airbnbs, mercadinho, lojas. Inclusive, os bares ficam beeeem agitados quando as pistas começam a fechar no fim do dia. Nos meses mais quentes de verão sei que muita gente vai fazer trilha, aproveitar a paisagem e o ar mais fresco que a alta altitude garante. 

Nessa ida que passamos mais tempo por lá e andamos mais pela vila, voltei apaixonada por Saas Fee, e feliz que compramos o passe, assim sei que vamos voltar muitas vezes nos próximos meses. 

* * *
Informações importantes:
- para ir de transporte público é bem fácil. Você pega um trem de one estiver para Visp, e partir de Visp o ônibus 511 te leva até entrada da cidade. A viagem aqui de Berna dura um pouco menos de duas horas e meia, e o custo é de Fr. 70 o trecho para quem não tem desconto nenhum. As viagens para o Valais são sempre caras porque você cruza o Lotschberg, um dos grandes túneis da Suíça;

-  o passe diário de esqui por lá ta saindo 73 francos, e por isso, se a ideia for esquiar mais que 4 vezes pela Suíça nesse inverno, já vale comprar o wintercard que eu mencionei ali em cima. Como nós já iríamos 2 dias nesse fim de semana, compramos. É um preço bem bom para a Suíça, onde esquiar é caro mesmo;

- a cidade fica cheia nos finais de semana, então fazer reservas de hotel com antecedência é fundamental. É também bom reservar mesa nos restaurantes, que ficam todos meio cheio no mesmo horário, já que o povo por lá dorme cedo para acordar cedo no dia seguinte e curtir a montanha. 

Zibelemärit, ou Mercado da Cebola

Desde o século XIV, mais precisamente 1.405, na última segunda-feira de novembro acontece em Berna o Mercado da Cebola, o Zibelemärit. Pois é, Brasil nem tinha nascido e esse povo tava comprando cebola na rua de Berna hahaha. Mas então, bobagens a parte, há algumas diferentes histórias sobre a origem do mercado, mas vou me ater à minha favorita. Em 1405 Berna foi atingida por um incêndio que destruiu muitas casas e matou em torno de 100 pessoas. Para auxiliar a reconstrução da cidade, vieram pessoas de Fribourg, um cantão vizinho. Em retribuição, a cidade de Berna convidou os produtores de Fribourg para vir vender as cebolas de sua última colheita antes do inverno aqui, e assim dar também um gás na economia combalida pós fogo. Gosto dessa história porque de uma tragédia fez-se a gratidão, e de gratidão deu-se a festa, e de festa eu gosto. 

Mas e como é o mercado? É nada mais nada menos do que uma famosa feirinha que temos no Brasil hahaha... Muitas barraquinhas vendendo variados tipos de produtos, com um grande destaque para coisas feitas de cebola, como bonequinhos, tranças, sopa, etc. Há dois produtos que são as estrelas da festa, rs: glühwein (o famoso vinho quente), e o pão de... ALHO. Hahaha pois é, na festa da cebola quem faz sucesso é o pão de alho. Vai entender.. mas que é gostoso é (e se botasse um espetinho de coração pra vender junto ficava ainda melhor ahahaha). 
A família inteira participa das vendas
E tem trancinha, cestinha, TUDO de cebola
Inclusive esses colarzinhos são de... cebola
E reparem bem... essa cabeça é feita de: Cebola
Tem também bastante decoração de Natal:



Além das barraquinhas, do goró e do bafo de alho, o povo também se acaba de jogar confete. Uma coisa tipo Natal meets Carnaval. Muuuuuita criança e adulto jogando confete um no outro, na cara dos velhinhos, na boca dos bebezinhos, no ecsiste salvação, todos serão atacados. Inclusive tem um revolvinho que é tipo uma catapulta do demônio e você será atingida por uma lufada de confete, não tem escapatória. Confete vai entrar dentro do seu casaco, dentro da sua calça, no meio do seu cabelo, dentro do seu gorro, e todos varrerão confetes de suas casas até o fim da eternidade. Além do maldito confete, as crianças andam pela rua com um martelinho tipo Chapolim Colorado, e você vai levar martelada, também não tem como se livrar dessa sina. Ou seja, se você não tiver a fim de comer confete nem tomar martelada, fique em casa. 



Um fato interessante é que o negócio começa às 5h da matina, e o povo vai em peso pra rua no meio da madrugada. Eu não sei dizer o quanto isso contribui para a experiência, porque né, no thanks, não fui. Mas devo dizer que o povo vai e já começa a se entupir de vinho quente logo cedo. Resultado, cheguei lá ao meio dia e se riscasse um palito de fósforo naquela feirinha ela tinha explodido, porque o que tinha de gente ligeiramente alcoolizada não ta escrito rs. 

É uma tradição, e é um dia bem divertido pela cidade. Se alguém for estar pela Suíça na última segunda de novembro, eu recomendo muito visitar Berna. 

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