Dicas de Koh Lanta

Aqui contei sobre nossos lindos dias em Koh Lanta. Agora bora pras dicas. 

Como ir?
Koh Lanta fica bem próxima de Krabi, e de lá saem vários barcos para o Pier Saladan, o principal da ilha. Mas a gente estava em Phuket, que é um pouquinho mais longe. De lá o jeito mais comum é ir de ferry para Koh Lanta, mas se atente para os horários rs. Os grandes ferries encerram no mais tardar às 15h (na internet tem trocentas informações sobre o assunto, com diversas empresas diferentes). A gente estava ressacado do casamento e perdeu esse último horário, mas descobrimos um outro - e longo - jeito de chegar lá. Pegamos um carro particular de Phuket até o Koh Lanta Pier em Krabi. Foram 3 horas dentro do carro e 5 mil bahts (mas como estávamos em 4 pessoas saiu pouca coisa mais cara que o ferry), e assim chegamos na ilha. Atenção: o Pier Saladam é no centro da ilha e de lá é facinho de pegar tuktuk ou taxi. Porém o ferry que sai desse Pier de Koh Lanta em Krabi não chega em Saladan, chega num outro Pier (Koh Lanta tem 5), e o ideal é que você combine com o pessoal do seu hotel/hostel para te buscar lá, porque é bem ermo o lugar. A gente pegou carona, rs. Para a volta fechamos com uma agência um ferry rápido no Pier Saladan e traslado direto para o aeroporto de Phuket. Custou 1200 Bahts por pessoa, e foi ótimo não ter que se preocupar com mais nada. 

Onde ficar?
Koh Lanta é bem grande e tem várias praias. Tem também old town, que é o lugar onde eu recomendo fortemente NÃO ficar rs. É longe de praia e do "agito", passamos por lá durante o dia uma vez e só. Nos arredores do Pier Saladan tem bastante vida, bastante restaurante, casa e afins, mas nós gostamos mesmo foi de Phra-Ae Beach. Lá tem vários resorts, e diz que na baixa temporada é bem barato de se hospedar num deles. Mas tem também várias pousadinhas gostosas. Estávamos com mais dois casais, cada um ficando num lugar. Nos hospedamos no Lanta Sunny House, um "resort" (risos, muitos risos, risíssimos) de bungalows. O bungalow era bem velho, com cara e cheirinho de décadas passadas, e eu confesso que por 50 dólares a noite na Tailândia eu esperava mais, considerando que gastamos 25 num lugar delicinha em Chiang Mai. Mas a localização valia os ácaros dentro do armário rs. Tinha saída própria pra praia, e em 2 minutos de caminhada você caia na boca de restaurantes maravilhosos, casas de massagem e afins. Além disso, eles tem a própria agência de passeios, onde compramos o dia do kayak, Phi Phi e o retorno pra Phuket, tudo com desconto. 
Nosso bungalow
Preços
Como deu pra perceber, a estadia não foi das mais baratas. Mas tenho certeza que se deve às nossas datas: chegamos lá dia 29 de janeiro e saímos dia 3 de janeiro. No olho do furacão de ano novo. Mas comemos super bem em restaurantes deliciosos gastando 30 dólares o casal. E em cada esquina tem mocinhas fritando frango frito, e eu recomendo, se joga, come aí esses franguinhos porque eles são maravilhosos e custam menos que 2 dólares. O aluguel da scooter ficava entre 150 e 250 bahts por 24 horas (o que é bem barato, se considerar que qualquer rolê de tuktuk sai por 200, 300). A massagem tailandesa custava entre 250 e 350 Bahts a hora. Um pouco mais caro que Bangkok e Chiang Mai, mas mais barato que Phuket. Um outro detalhe é que usamos cartão de crédito lá, e nos dois lugares eles repassaram para mim a taxa de 3% da operadora. Isso não tinha acontecido em Bangkok, onde também usamos. 
Eu na garupa do Bozo Mati
Restaurantes e Bares
Nós comemos super bem na viagem inteira, claro, mas eu achei Koh Lanta super fácil, não tinha lugar ruim rs. Comemos diversas vezes franguinho frito pela rua, principalmente pra matar aquela fominha de meio do dia sabe... Mas eu queria deixar aqui registrado meus restaurantes favoritos:
* Patty Secret's Garden, um restaurante super fofo e com um staff super amigável. Tudo que comemos lá estava maravilhoso de bom, inclusive resolvemos esbanjar e pedimos espumante, e ainda assim a conta deu 120 reais por casal.
* May's Kitchen, um outro restaurante super simples, porém com comida deliciosa, e preço amigo.
* Moonshine Beach Bar, para drinks num charmoso lugarzinho na praia (o serviço é lerdo mas super atencioso).
Alias, no geral, em todas as nossas refeições em restaurantes tailandeses a gente pedia de entrada salada de papaia pra comer com stiky rice, sempre alguém pedia curry, outro alguém pedia sopa, e a gente ia dividindo tudo. Eu amava e já to toda saudosa de comer uma papaia salad. Outra entradinha gostosa era o Morning Glory, que é tipo uma couve cozida, bem temperadinha, bem gostosa. O morning glory do May's Kitchen foi o melhor da viagem. 
Franguinho frito na calçada... das delícias da Tailândia
Eu e meu peixe inteiro, outra delícia que comi tantas vezes quanto pude
Passeios
A gente organizou tudo por lá mesmo, e acho que não tem porque se adiantar. É possível negociar preço, escolher um dia que lhe seja conveniente, sem ficar se engessando com antecedência. Lá pela ilha tem trocentas agências, mas a gente acabou fechando tudo com a agência do lugar onde ficamos, por comodidade mesmo. Agora para quem deseja fazer mergulho, ainda mais se for alta temporada, eu sugiro procurar com antecedência sim. No dia 30 nossos amigos foram ver porque queriam fazer, e não havia mais disponibilidade em lugar nenhum até pelo menos o dia 4 de janeiro. Ou seja, se é seu sonho mergulhar na Tailândia, aí sim é bom se programar pra não ficar sem. Sobre os preços dos passeios saindo de Koh Lanta: fizemos o tour de Kayak e saiu 1000 Bahts por pessoa, já Phi Phi pagamos 1450 Bahts por pessoa (lembrando que é mais ou menos cortar um 0 para converter pra reais, ou seja, 100 reais e 145 respectivamente).
O sonho de Maya Bay, em Phi Phi Islands
Curiosidade
Koh Lanta é uma ilha cuja população é composta por mais ou menos 50% de muçulamos. Eu fiquei bem chocada, porque não esperava. É bem contrastante ver gente andando praticamente pelado de biquini o dia inteiro, e o tanto de mulher coberta dos pés à cabeça. A maioria das mulheres lá usa o Niqab, aquele lenço que só deixa o olho de fora. E nas horas de oração rola o chamado, e foi a primeira vez que ouvi aquilo na vida. Fiquei impressionada, maravilhada, com o canto. Adorei, e ficava feliz de ouvir todos os dias. 

* * *
Esse é o último post sobre a Tailândia. Foi a viagem mais longa que eu já fiz na vida, e a mais relatada aqui no blog. Já reli alguns posts pra matar saudade da viagem, e acho que é por isso mesmo que é legal contar tudo aqui. Adorei também ler os comentários com experiências diferentes da minha, informações complementares, etc. Espero que ajude e/ou inspire outras pessoas a conhecer o país! 

Um dia em Koh Phi Phi e Maya Bay

Quando fechamos o nosso passeio para Koh Phi Phi e Maya Bay eu já sabia que ele era meio farofento. Alias, entre todas as farofas possíveis, ele era até o mais de boa. O barco era relativamente pequeno, com 25 pessoas (nada perto das mais de cem que saem em alguns barcos de Phuket). Mas o roteiro era daquele jeito... hora pra chegar em cada paradinha, hora pra sair, sobe, desce, chacoalha, vamoembora. Eu sabia, e não estava ligando. Nessas alturas da viagem eu já tinha certeza que eu voltaria pra Tailândia (a verdade é que eu sempre acho que eu vou voltar pra todos os lugares, rs.. mas pra Tailândia eu tenho certeza absoluta, e qualquer hora conto porquê), e não estava desesperada para o ter o time of my life. Eu só queria ir lá ver Phi Phi, queria ver Maya Bay, queria olhar o hype. 

E realmente, foi assim... saímos de barco de Koh Lanta e coisa de 45 minutos depois paramos nas encostas de uma ilha para fazer snorkeling. Tudo muito bonito, não tinha muita gente em volta, dava pra ver uns peixinhos e tal, mas a verdade é que não tinha nem comparação com Noronha, rs. Quem mergulhou por lá acho que não consegue se impressionar muito. Ao ver minha cara de decepção, o guia logo explicou que o tsunami de 2006 levou todos os corais, e por consequência a vida marinha que tinha por ali. Sobrou bem pouca agitação, uma tristeza para um lugar tão lindo :(

De lá seguimos em direção à Maya Bay, a tal da praia, a famosona, a mais bonita do mundo, a do Leonardo di Caprio. Maya Bay tem uma fama que não cabe em seus 250 metros. E ao chegar lá me deu uma crise de riso. Crise daquelas, porque assim, parecia um estacionamento. De dentro do mar você não conseguia ver a faixa de areia, de tanto barco que tinha na frente. E quando eu consegui ver a faixa de areia, a crise de riso intensificou, seguida de uma vontade de chorar rs. Sério, gente... não tinha 2 metros de areia livre, sem exageros. Alias, das coisas mais patéticas que eu vi foi um grupinho tentando tomar sol, estirado lá, enquanto centenas de pessoas passavam pra lá e pra cá levantando areia. É claro que o grupinho era brasileiro, porque a gente não desiste etc etc etc, mas tava feio, tava cafona rs. Mal tinha espaço para as pessoas andarem, e os nossos amigos lá, estirado no chão crente que estavam numa ilha deserta. Mas tudo bem, cada um com seu cada qual. A gente ficou lá tentando tirar umas fotos people free, eu até dei um mergulhinho, mas fiquei mesmo foi pensando no absurdo que é não limitar o acesso de gente a um lugar desse. Fosse limitado talvez eu nem tivesse ido, ok, mas quem fosse teria uma experiência melhor. Passamos um pouco menos de uma hora lá e Maya Bay e pra mim foi é tempo demais.
Você pensa que Maya Bay é assim?
Assim?
Ou assim?
Mas ela é assim!
Voltamos pro barco, e aí foi a vez de passar na tal da Monkey Island, uma ilha cheia de macacos. O barco para, você desce, e aí a natureza espera que o bom senso passe pela sua cabeça. Eu fiquei meio agoniada de ver os macacos tão "gentrificados" rs... eles posavam pra foto sem necessitar de comando. Um imbecil lá jogou uma garrafa de água e o macaco abriu e bebeu como se gente fosse, sem nem pensar duas vezes no que ele deveria fazer com aquele objeto. Eu fiquei bem desgostosa. Tirei uma fotinho com o macaco posador, sem chegar perto demais ou encostar nele, ao contrário de praticamente todo mundo que estava por lá, e subi pro barco bem agoniada com o ser humano. De lá vi mais gente jogar água pros macacos, vi outro macaco tentar roubar um celular, e no fim fiquei tipo "o que a gente ta fazendo aquiiii?!?!?!?!". Sério, porque a gente é assim? E é a gente, eu também, porque também fui lá tirar minha foto com o macaco. Fica aí essa pergunta: POR QUE O SER HUMANO É UMA MERDA, HEIM? 
Entre uma ilha e outra, surra de beleza
Phi Phi Leh muito esplendorosa
Eu, o macaco que posa pra fotos, e as inúmeras possibilidades de reflexão sobre o ser humano 
Mas aí pra passar meu aperreamento, a gente parou numa outra ilha pra comer. E aí ficou delicinha a coisa, porque eu estava morrendo de fome. Serviram um franguinho frito, arroz, curry com batatas, coca cola e água pra beber, fruta de sobremesa. Estava incluso no passeio e montaram um buffet na praia pra gente se servir. A praia era bem gostosinha, e acho que a mais vazia do passeio. Eu fui nadar e a água tava delícia, umas pessoas chegando de kayak, foi um momento bem relax e gostoso. 
A praia onde paramos para comer, nadar e ver barcos flutuar rs... olha a cor dessa águaaaa
De lá paramos em mais um lugar para fazer snorkeling. Mais uma vez eu foquei em mergulhar, em me refrescar, em curtir a água salgada que tanto amo, porque a vida marinha seguia sem ser muito impressionante. Veja bem, não é que não é bonito... a gente viu bastante peixinho colorido e tal. Mas a última vez eu que eu fiz snorkeling eu nadei com trocentos peixes diferentes, arraias, tartarugas e o escambau, então devo dizer quanto a esse assunto eu sou fresca, e minha barra ta bem alta rs. 

Por fim, chegamos em Phi Phi Dom, a última parada do passeio. Apenas esclarecendo, quando a gente fala de Phi Phi Islands, é uma referência ao arquipélago composto pelas ilhas de Phi Phi Leh e Phi Phi Dom. A primeira ilha é menor, não tem cidade, é um parque nacional onde não se pode dormir, e é onde fica Maya Bay. A segunda é uma cidadinha, cheia dos hotéis e infra estrutura. Alias, tem zero charme tailandês, porque infelizmente foi toda destruída pelo tsunami, e reconstruída já com influencia do turismo de massa e afins. Mas é gostosa mesmo assim, tem praias lindas, com a água azul cristalina e as rochas imponentes. Passamos mais de uma hora por lá, tomando uma cervejinha e esperando a chuva passar. Pois é, chegamos em Phi Phi Dom junto com a chuva, mas sem problemas. 
A vila
E as praias lindas de Phi Phi Dom, mesmo na chuva

De lá seguimos de volta para Koh Lanta, e eu fiquei com o aprendizado para dividir por aqui. Para quem não quiser se decepcionar com Maya Bay, o caminho é se hospedar em Phi Phi Dom e pegar um barco taxi logo cedo pela manhã, para chegar lá antes dos grandes barcos de passeio. É meio ridículo ter que madrugar para pegar uma praia com ocupação normal? É. Mas fazer o que... pelo menos a sua experiência vai ser melhor. Se eu me arrependo de ter ido de passeio? De jeito nenhum. Eu queria ir ver, eu queria por meus olhos naquelas rochas, naquele mar azul, e assim eu fiz. E apesar de toda a multidão que nos cercava, eu me senti feliz. Então ta bom, né?! A outra reflexão a ser feita é até onde vale a exploração nervosa do turismo de massa... porque eu fiquei bem desgostosa de ver aquela loucura em Maya Bay. Não dá dignidade ao paraíso que é. Eu sei que todo mundo quer ir, todo mundo quer ver, mas acho que todo mundo quer mais do que uma foto, né? Não seria maravilhoso efetivamente APROVEITAR o paraíso? Alias, não seria maravilhoso CONSERVAR o paraíso? Na pegada do que eu vi, eu não sei por quanto tempo Maya Bay se sustenta... acho que não existe ecossistema que aguente uma exploração tão brutal.
Fica aqui o registro da maravilhosa experiência que é tirar foto em Maya Bay hahaha

Koh Lanta

Koh Lanta é uma grande ilha no Mar de Andaman, próxima a Krabi. Depois do casamento, queríamos praia e sol até o fim de nossos dias na Tailândia, e sendo altíssima temporada optamos por Koh Lanta por ser mais calma, família, menos da zoeira, mas ainda assim com belas praias e próxima de belas ilhas. Amigos que conhecem bem da Tailândia ficaram meio que sem entender porque resolvemos nos basear lá, sugeriram Railay (que é maravilhosa, e em qualquer outra circunstância é o que teríamos feito) mas a verdade é que a gente não estava afim de muvuca, e depois do salseiro em Kata Beach, eu tive certeza da boa escolha. Estávamos com mais dois casais, o que também facilitou na escolha por uma ilha mais sossegada. Tínhamos nossa turma, não precisámos de muito mais.

A ilha realmente é mais slow, tem restaurantes ótimos, bares ótimos, um stand de massagem em cada esquina, praias gostosas, e barcos saindo de lá para todo canto para onde você queira ir. Em nossos primeiros dias, levando em conta o trânsito menos nervoso de Koh Lanta, alugamos uma scooter (Sr. Mati aprendeu a dirigir lá, maior orgulho rs) e focamos em encontrar praias, passear por mangues, explorar Koh Lanta, provar alguns drinks, comer frango frito pela rua, e foi assim, maravilhoso. Encontramos por lá a tranquilidade que queríamos, daquela de poder deixar as coisas na areia e ir nadar sem se preocupar, gente curtindo numa boa, sem exageros e sem afetação. 
Minha praia favorita em Koh Lanta, Phra Ae Beach
E frutas na Tailândia são tão boas quanto no Brasil <3
Mr. & Mrs. Reynolds encarando uma lama na motinha
E o "posto"de gasolina pra motinha
E o mangue maravilhoso que encontramos na garupa da motinha :)
E a blogueirinha, né? Não pode faltar!
Na virada de ano novo eu me vesti de branco, pulei 7 ondas, assistimos os fogos, e soltamos lanternas de fogo pelo ar, no maior estilo tailandês. Encontramos uma festinha, bebemos uns negocinhos, e foi o mais próximo do reveillon basileiro que eu cheguei desde a virada de 2014/2015 rs. Então fiquei felizona!
Antes de soltar nossa lanterna e fazer nossos pedidos
No dia primeiro eu estava decidida a ver uma praia Thai Style babadeira hahaha.. A verdade é que as praias em Koh Lanta são lindas, o mar azul é maravilhoso, mas convenhamos que não é nada que a gente não veja na Bahia, em Angra, sei lá, né? Eu queria mesmo era ver aquelas rochas incríveis num mar esmeralda, eu queria ver aquela Tailândia do instagram rs. Acordamos meio tarde, passamos numa agência e agendamos um passeio para a parte da tarde, e olha, arrasei rs. O passeio custou algo em torno de 30 dólares por pessoa. O carro nos pegou e fomos até o mangue, de onde saímos num long tail boat e fomos até a Koh Talabeng, uma ilha nas proximidades. Era exatamente o que eu estava procurando. Água verde linda maravilhosa, rochas imensas, uma paisagem de cair o queixo. Lá fizemos kayaking em torno da ilha, paramos em pontos estratégicos para observar macacos comendo conchinhas, mergulhamos, e eu estava sentindo uma felicidade que mal cabia em mim. Uma pena que não tínhamos câmera a prova d'água, então o único registro que tenho desse lugar lindo foi uma foto tirada por uma menina que tinha uma go pro. O resto ficou tudo na memória, e ta bom assim :) 
Oi Tailândia <3
Sério... olha isso!
Feliz eu?
O passeio incluia snorkeling numa outra ilha, mas estávamos um pouco atrasados porque no nosso grupo tinha uma família muito buscapé que atrasou o rolê inteiro, e pra piorar a maré estava um pouco adiantada rs, e aí para não encalharmos na volta, acabamos pulando essa parte do passeio. Mas eu já estava feliz, o que eu queria eu tinha tido, e estava também com fome, então voltamos sem reclamar. Comemos um franguinho frito na rua, e a noite, de banho tomado, fomos jantar num lugar bem gostoso e depois tomar drinks na beira do mar. 
Isso é que é marinheiro! Quando a gente estava quase encalhando ele foi lá e resolveu o rolê todo
E ainda tivemos a chance de ver uns macaquinhos de perto enquanto navegávemos de volta
Eu não tinha grandes vontades na Tailândia... tudo que eu queria era comer bem, tomar sol, nadar no mar, fazer massagem e conhecer Maya Bay. Basicamente era isso, e eu já tinha feito quase tudo, então dedicamos o nosso último dia inteiro em Koh Lanta a ticar o último item da minha to do list, conhecer Phi Phi e Maya Bay. Fechamos então um passeio de um dia inteiro que nos levaria para lá, e sobre o qual eu falarei também num post separado, porque merece (por bons e maus motivos). 

Em nossa última manhã em Koh Lanta fomos à praia, fizemos massagem, torramos no sol,  nadamos, e agradecemos muito pela viagem maravilhosa que tivemos.
Porque viajar pra um lugar desse com amigos é das melhores coisas que podíamos ter feito
Se eu recomendo Koh Lanta como parada obrigatória na Tailândia? Não. Não acho que seja parada obrigatória. Quando eu estava pesquisando, li sobre várias ilhas que são também lindas e tem uma paisagem bem diferente do que encontramos no Brasil: Koh Phi Phi, Railay, Koh Tao, Koh Samui (alias, fica essa dica, Koh é ilha em tailandês rs). Nós descartamos opções que ficavam no golfo da Tailândia por ser época de chuva lá, e priorizamos o mar de Andamam, que fica do outro lado. Em baixa temporada, eu sem dúvida teria me baseado em Railay, que parece ser linda de doer. Mas nesse momento do ano e da nossa vibe, Koh Lanta e seu sossego, seu clima de vilarejo praiano, sua badalação moderadíssima, era o que precisávamos. E foi maravilhoso. Só de lembrar eu tenho vontade de chorar, tenho vontade de voltar, tenho vontade de estar lá pra sempre. Na garupa da nossa scooter, agarradinha no meu Matinho, vendo aqueles por do sol incríveis, todos os dias da vida. 

Little chat

Ando meio puta com a Suíça rs... Esse país não é hub de nenhuma cia aérea low cost. Alias, bem ao contrário, é hub da Swiss, uma empresa sabidamente cara. Resumindo: to eu aqui na Europa, e voar pra qualquer lugar nos feriados disponíveis (porque emprego do bofe não é flexível) está pelo menos 150 francos por pessoa. É caro, gente.. É CARO. Pra piorar, os aeroportos aqui são pequenos, não tem muuuitos voos, e quando a oferta cai, o preço sobe né. Tem hora que vale mais a pena e pegar um trem e ir pra Milão, e voar de lá, do que voar de qualquer dos aeroportos daqui. Fico vendo esse povo indo de Londres pra tudo que é lugar por 60, 70 dinheiros, e só posso invejar. Não vejo a hora de ser ryca e sair voando mais que galinha nervosa por aí hahaha... 
* * *

Eu faço aula de alemão, obviamente, num grupo para adultos. A pessoa mais nova do grupo tem 18 anos, e a mais velha acho que sou eu rs. Mas a real é que não tem criança na sala né... Pois é, em teoria não tem. Mas tem uma criatura lá que faz beicinho pra tudo, que se você não fizer as coisas do jeito dela emburra, empaca, faz mal criação, e que GRITA! Sério, gente... tem condição uma coisa dessa? Mulher de seus vinte e tantos, advogada, casada e grita com os coleguinhas quando não chegam em acordo sobre a gramática de uma frase! O ser humano não cansa de surpreender. 

* * *

Se em novembro e dezembro nós quase congelamos por aqui e achamos que esse seria o último inverno das nossas vidas, porque morreríamos congelados de tanto frio, rs, janeiro veio para mostrar que a gente fez muito drama pra pouco gelo rs. Foi o janeiro mais quente da história da Suíça. Tivemos vários dias completamente primaveris, com flores brotando por essa Berna toda, e mal fez frio. Fomos esquiar em alguns lugares mais baixos e a neve era toda fabricada, porque o inverno não deu conta da diversão. Eu, pessoalmente, não me queixo rs. Porque não sou um ser do frio, não gosto de me encasacar inteira, fico desmotivada e preguiçosa no inverno e tal, então nem achei tão ruim. Mas vamos combinar que tem algo de muito errado no meio ambiente, né... Dias quentes de primavera em pleno mês de janeiro na Suíça é punk! 

* * *

Pra encerrar, gostaria de deixar essa reflexão aqui: O que é dar certo? Eu venho tendo essa conversa com algumas amigas há um tempo, e acho que esse texto da Nina Lemos faz um excelente panorama da questão. O quanto as nossas ambições na vida - e consequente fracassos (porque sim, são intimamente ligados) - são produtos da sociedade que valoriza um modelo profissional. Mais pra frente eu vou fazer um post sobre isso, que ainda está meio enrolado nas minhas ideias... Mas a leitura é ótima e eu não queria acabar esquecendo de indicar ;) 

Dicas de Phuket

Minha experiência em Phuket teve seu lado Ruth e seu lado Raquel, e agora deixo aqui minhas dicas para que vocês só encontrem a Ruth por lá hahaha..
Onde ficar
Phuket é imensa, e acho que deixei bem claro nos meus outros posts que eu recomendo Mai Khao Beach com força rs. Mas acho que tem outros fatores pra ser levado em consideração, como nível de baladação desejado, público, etc. Eu li uns artigos antes de decidir por Kata Beach, e vou deixa-los aqui: esse e esse. Acho que um outro fator determinante para a merda que rolou com a gente em Kata Beach foi o fato de ser altíssima temporada. O período de Natal e Ano Novo é quando o turismo na Tailândia alcança seu nível máximo, e Phuket é a porta de entrada para as ilhas. Então acho que quem estiver indo fora de temporada (dizem que março e abril são meses ótimos para pegar tempo bom e praias vazias, acomodações baratas, etc) deve ter outra experiência. Ah, e quem é rico e fica nuns resorts super exclusivos também não passa nervoso não, hahahaha vai amar Phuket em qualquer lugar.
Mai Khao é amor
A chegada
Phuket é uma ilha bem grande, e o aeroporto fica no norte. Transporte público eu não vi. Uma saída é fechar um transfer com o lugar que você vai ficar. Os preços são quase todos tabelados, e mesmo Mai Khao Beach, que fica super perto, custa em torno de 500 baht. Nós pegamos taxi, e aí já vem um tombo: você paga 50 baht pra entrar no taxi, e 150 pra sair, mais o valor do taxímetro. Meio ridículo, né? Como assim tem taxa de entrada e de saída? Se não quiser pagar tem que ficar no taxi pra sempre, rs? Nossa viagem para Kata Beach, no outro extremo da ilha, ficou em 900 baht, ou 30 dólares. Uma opção é encontrar alguém indo pras mesmas bandas que você,  assim divide o valor. 
Falando em chegada... ela é assim <3
Locomoção na Ilha
Como a Ilha é grande, não rola andar entre uma praia e outra. Muuuita gente aluga scooter, mas a gente ficou meio ressabiado porque não temos experiência, e ainda por cima vimos um russo todo estrupiado no meio da rua esperando atendimento rs. O trânsito nas ilhas ainda é bem selvagem, e acho que pra quem não tem muita prática com moto, é meio arriscado. Mas um monte de gente se arrisca. Lá é cheio de tuktuk e taxi, mas como eu contei, em alta temporada é um saco negociar preço, os caras enfiam e torcem a faca. Portanto, é bem provável que você acabe ficando mais na praia onde se hospedar. Também dá pra alugar carro, claro, mas vai da segurança de cada um tourear aquele trânsito, que ainda por cima é em mão inglesa.
Nos locomovendo de tuktuk hahaha
Estadia
Phuket vai te dar um range imenso de preços, estilos e afins. Tem pra TODOS os bolsos. Claro que vai depender, novamente, de temporada e local. Por exemplo, Mai Khao achei tudo mais salgadinho, por ser uma praia mais de resorts. Em Kata Beach tinha opções de tudo que é preço. Como eu disse no meu outro post, em Kata recomendo o Kanya Cozy Bungalows, onde passamos a nossa noite pós catástrofe, e em Mai Khao ficamos no Orchidilla Residence. Uma delícia de lugar, quarto enorme (era um apartamento na verdade, com sala separada, cozinha e banheiro imensos), piscininha, climinha gostoso e donos super simpáticos que nos ajudaram com tudo que precisamos. Pagamos coisa de 250 reais por noite lá, e tirando o hotel 5 estrelas, foi a acomodação mais cara da viagem.

Passeios
Tem agência vendendo passeio pra outras ilhas em tudo que é esquina. O mais badalado, claro, é Koh Phi Phi. Esses passeios saem do Rassada Pier, que fica meio que no meio da ilha. O legal é que a maioria das agências busca você no hotel de manhã, então você não precisa gastar seu dinheiro indo pro Pier. Mas acho bem legal dar uma olhada nas agências com quem vocês fecham passeio, porque já vi relatos de experiências não tão legais (aqui a Juliana do "Eu Ando pelo Mundo" conta a dela). 

Preços
Achei tudo mais salgadinho em Phuket, principalmente em Kata Beach. Comida de rua sempre tem, mas vi bem menos, com o agravante de que é mais difícil seguir a lógica de observar onde tem thai people comendo, já que o lugar ta infestado de turista e você praticamente só vê tailandeses trabalhando. Tinha vários restaurantes com cara de tourist trap, aqueles com preço nem tão barato, mas sem qualidade. Mas ainda assim, comemos bem com preço bom seguindo recomendações do google (alias, eu acho as avaliações do google sempre mais acertadas que trip advisor ou booking). A massagem tailandesa, por exemplo, eu paguei 200 baht por uma hora em Bangkok, fora da área turística. Em Koh Lanta paguei 300. Em Phuket era 350, ou 400, dependendo do lugar. Já em Mai Khao comemos bem barato. Acho que se for comer no restaurante de resort deve ser caro, mas nós nos ativemos aos restaurantes de beira de praia ou na beira da rua, bem thai, e os preços eram precinhos rs. Num dos jantares a gente se acabou, tomou várias cervejas, e deu menos de 15 dólares por pessoa. Num outro almoço, coisa de 15 dólares o casal. Mais um ponto pra Mai Khao.  

Segurança
A Tailândia é super segura, e isso acho que não muda em lugar nenhum. Minha amiga que mora lá já morou em Krabi, em Pattaya, e agora em Bangkok, já viajou o país todo, e afirmou que nunca se sentiu insegura, e eu também não senti insegurança de modo geral. Mas em Kata Beach, depois de tanta gente tentando tirar vantagem de nós, deu medinho de largar a bolsa sozinha na praia, sabe. Acho que o pior que pode te acontecer por lá segue sendo pequenos furtos. Batedor de carteira, gente que vai levar sua bolsa se você se distrair, essas coisas. Em Mai Khao a gente ficou praticamente sozinho na praia, então largamos as coisas na areia sem a menor preocupação. 

Por fim, acho que o tópico mais controverso de todos: vale a pena ir pra Phuket?
Olha... se não tivéssemos um casamento lá, acho que não teríamos ido. Ninguém falou muito bem, todo mundo bateu na tecla de que é tudo massificado por lá, ultra explorado, caro e sem o thai touch. E não precisa necessariamente ser assim, você pode ter vários tipos de experiência em Phuket. As praias são lindas, mas tão lindas quanto as praias do Recife ou da Bahia. Então, acho que pra quem quer ver belezas e praias bem diferentes, o que vale a pena é ir direto pras ilhas. Inclusive, mais a frente vou falar da minha experiência em Phi Phi, mas já adianto que vale muito a pena se hospedar em Phi Phi e ir visitar Maya Bay bem cedo pela manhã, antes dos barcos que vem de Phuket chegar. Agora se a ideia é só lay low, ter uns dias de belas praias e agito, sem ficar se estressando com barco, viagens em alto mar e coisas do tipo, Phuket vale a pena sim. 

Janeirão

Comecei 2018 toda otimista, toda animada, toda cheia de planos. Não é pra menos... comecei 2018 na Tailândia, realizando um sonho, conhecendo lugares incríveis, rodeada por amigos queridos, e acho que a vida não fica muito melhor que isso. Então não teria como não estar otimista, né?

A volta pra casa foi aquele caos de sempre, um pouco de jetlag, um monte de roupa suja, geladeira vazia e afins. Mas rapidinho tudo entrou nos eixos, e eu fui encontrar as amigas, fui esquiar, voltei pro ballet, e fui olhar pro que eu queria realizar esse ano. No dia 22 voltei pro curso intensivo de alemão. Duas horas por dia, de segunda a sexta, iniciando o nível B2. Tenho achado bem difícil, tem hora que dá uma canseira, porque a gente ta sempre falando errado, usando o verbo errado, a estrutura da frase errada, mas ok... vamos indo. 
Cheguei por aqui debaixo de nevasca...
E já aproveitei pra botar o esqui em dia
Li mais livros em janeiro do que em 2017 inteiro rs... E nem é exagero heim. Eu comecei a ler um livro no dia 30 de dezembro, terminei ele, li mais outros três e comecei um quinto (a quem interessar possa, os livros são: Biografia do David Bowie, trilogia 1Q84 e Those Faraday Girls, uma novelinha bem gostosa de ler). E se não me engano, eu li somente 4 livros em 2017, então é isso, em janeiro eu super botei em dia a leitura, e devo dizer que tive que morder a língua. Eu gosto de livro de papel, sempre torci o nariz pro Kindle. Mas a verdade é que quando acabei meu livro do Bowie no meio das férias, tendo tantos voos pela frente, não vi outra opção que não baixar o app do Kindle pra iPhone e assim poder ler mais. E no fim, foi o que me fez ler tanto em janeiro, porque ao invés de ficar no facebook e instagram, enquanto eu ando de trem, de ônibus ou estou entediada, eu saco o celular e leio. Sem precisar "lembrar" de carregar o livro pra lá e pra cá. Uma bela estratégia. 

Na cozinha também comecei a variar... O Google é meu guia nesse assunto, e eu tenho procurado coisas diferentes. Fiz tacos pela primeira vez (e o viciado em comida mexicana aqui aprovou), variei receitas com frango, e encontrei coisas novas para ir testando agora em fevereiro. Outro dia me peguei pensando que esses anos de desemprego e vida de dona de casa me aproximaram da cozinha, e deixei de ser aquela pessoa que só sabe fazer macarrão rs. Eu fico zoando que sou a Palmirinha, mas né... to longe de ser, e nem quero. Não sei se já falei aqui, mas eu não gosto de cozinhar hahaha.. nunca gostei. Mas ao menos aprendi a me virar, a fazer coisas saborosas, e não murcho de tristeza quando tenho que comer minha própria comida :) 
meu trycerotaco
No campo da beleza (rysos rysissimos) eu to com uma rotina bem simples, mas que já é mais do que eu sempre fiz. Passo uns creminhos, uns hidratantes, faço máscara coreana e fico feliz da vida hahaha. Além disso, estou tentando comer porções menores, porque eu engordei bem nas férias, fiquei meio chocada com a redondisse da cara em algumas fotos. Eu sou muito comilona, gosto mesmo de comer, e as vezes rola um exagero, então estou tentando maneirar. Pra contribuir resolvi passar um mês sem bebidas alcóolicas. Dizem que desincha, rs. Então bebi meu último drink do mês no dia 20, e assim vamos até dia 20 de fevereiro! 

Apesar de não fazer parte das minhas atuais resoluções este ano, sigo na saga atrás de lugares novos em Berna. Pela primeira vez fui ao Ka We De, um clube público aqui, que tem piscina no calor, e patinação e hóquei no gelo no frio. Fomos também num bar muito fofinho chamado Kurt & Kurt no centro, e também conheci um outro lugar, o Café Effinger, bem hipsterzinho. Alias, conheci o Café, que é também um espaço de coworking, porque me envolvi num projeto como voluntária, e tive a minha primeira reunião da vida em alemão lá. Se eu entendi tudo que se passou? NEMFU. Mas ok. Eu tentei, e eu virei voluntária num projeto pequeno e bem bacaninha. Ainda no caminho da minha suicização completa, haha, andei fazendo caminhadas aqui perto de casa. Tem umas florestas por aqui, e em dias de sol a luz por lá fica a coisa mais linda. Tem que aproveitar, e eu estou aprendendo cada vez mais a me jogar no meio do mato. Tem também ruazinhas fofas com prédios gracinhas, e eu adoro.
Patinando num bad hair day
E essas montanhas maravilhosas <3
Pelas ruas de Ostermundigen
Agora me diz se essas casas não são uma graça?
Por fim, janeiro foi o mês em que eu tentei dar grande passo para a retomada da minha carreira. Se ainda não posso trabalhar, paciência. Mas resolvi fazer desse limão uma limonada, e mais uma vez usar o tempo que tenho a meu dispor. Me candidatei e fui aceita para uma vaga num CAS (Certificate of Advanced Studies) numa grande Universidade daqui. Fiquei super animada. Porém não consegui a bolsa que eu precisava, e agora estou tentando resolver esse BO. Porque eu não tenho o dinheiro, mas to cheia de vontade, e acho que seria um passo bem importante pra mim. Veremos o fim dessa novela.

Meu ano ta começando do melhor jeito, cheio de otimismo, de energia e de boa vontade. Que a força esteja comigo :)

Phuket - Mai Khao Beach

Acordamos plenos e felizes, sob o Buda gigante aparecendo na nossa varanda fofa. O pesadelo Kata Beach tinha acabado, e era hora de pegar um taxi para Mai Khao, onde amigos nos esperavam. Mai Khao é a praia mais próxima do aeroporto de Phuket, no norte, e mesmo sem trânsito, fazer esse trajeto do norte ao sul, dura uma hora. Phuket é grande assim. 

Chegamos em Mai Khao e logo fomos encontrar a turma. Fomos fazer um passeio de barco até o Parque Nacional em Phang-nga. Foi muito delícia, porque encostamos numa praia que estava vazia, e passamos o dia lá, com o único intuito de conhecer as outras pessoas que estavam lá para a mesma coisa que nós: casar duas amigas queridas. As noivas são amigas de Mati, se conheceram na Tailândia, tem uma história bacana com o país, moraram pelo mundo, e escolheram casar lá e reunir amigos de toda parte do mundo. Foi muito gostoso conhecer tantas pessoas interessantes, com histórias variadas, mas que dividiam conosco o mesmo carinho por duas pessoas lindas. Além da companhia, a paisagem era de babar: na área de Phang-nga tem muitas rochas gigantes, daquelas que a gente imagina em praias tailandesas, sabe? Inclusive a James Bond Island, uma das famosas ilhas. Nós não adentramos pelas pedras, porque estávamos num barco muito grande. Mas ainda assim, elas estavam lá, ao fundo, embelezando o nosso dia. Quando voltamos, ainda tivemos tempo de ir olhar Mai Khao Beach de perto e babar no pôr do sol. Ai Tailândia... 
A lindeza de Phang-nga
Primeiro barquinho florido tailandês
Oi Mai Khao
E o por do sol maravilhoso
Procurando restaurantes e conversando com os nossos hosts, ficamos sabendo que Mai Khao é uma área bem "relax", como já tinha dado pra perceber. Por lá tem muitos resorts, e basicamente todos os turistas da área ficam nesses resorts, aproveitam a estrutura do lugar, e por isso mal tem restaurantes grandes ou lugares muito turísticos. Mas encontramos um lugar na beira da praia pelo trip advisor, e comemos um jantar delicioso, com tudo fresquinho, preparado na hora. Das coisas que mais gostei na Tailândia foi de comer peixe inteiro, sabe? Quando ele vem todinho grelhado, ou defumado, pro seu prato? E tudo muito barato. 

Uma outra coisa bacana de Mai Khao é que como os turistas ficam concentrados em resorts (que devem providenciar locomoção e passeios para os hóspedes), você não vê gente tentando te empurrar coisa no meio da rua. Não tem taxista querendo tirar vantagem. Alias, não tem taxista, rs. Até pra achar tuktuk dá trabalho. E nós, que não estávamos em resort, mas numa delicinha de pousada, acabamos nos locomovendo por lá na base da carona rs. Toda hora que passava alguém de motinha, ou carretinha, a gente pedia, perguntava o valor, combinava ali, e ía. Inclusive um dos momentos impagáveis da viagem foi quando, pra voltar pra casa depois desse jantar aí de cima, paramos uma gangue de tiazinhas hahaha.. Cada um montou na garupa das motinhas delas, e fomos embora.  
Locomoção em Mai Khao


No dia seguinte fomos explorar a praia, e gente... que praia! Um minuto de silêncio para Mai Khao, com sua faixa de areia branca, imensa, sua água azul maravilhosa e seu total de zero multidões. 
O que dizer?
Vocês também estão vendo essas ZERO pessoas? Pois é... isso em Phuket
E quando aparece alguém é um pescador das antigas <3
E eu não queria mais nada da minha vida!
Pra deixar tudo ainda mais bonito, os aviões pousam e decolam ali do lado, mas curiosamente o vento deve soprar pra outra direção, porque não se ouve quase barulho nenhum. Você fica ali, só observando a lindeza da praia, aquele bichão chegando, saindo, parece uma pintura. 

O casamento foi na beira dessa praia maravilhosa, numa das cerimônias mais fofas e cheia de significado que eu já presenciei (e olha que eu presenciei muito casamento maravilhoso nessa vida rs). Teve amiga cantando à capela, teve chegada de tuktuk, teve um pôr do sol arrebatador, teve discursos lindos, Beyonce cover, e teve mergulho na piscina de madrugada. Foi uma catarse coletiva, e foi o momento em que ficamos mais felizes por ter feito essa viagem. Ver os lugares mais lindos do mundo é demais, mas acho que nada dá mais alegria do que ver a felicidade daqueles que amamos. 
E casar nesse cenário?
E com esse por do sol de pano de fundo?
Nossa última manhã em Mai Khao foi meio conturbada, rs. Acordamos bem baleados, e acabamos perdendo o nosso ferry para Koh Lanta. Mas no fim, não teve problema não. Fomos curtir uma ressaca coletiva com o pessoal do casamento, e perder a vista naquele mar maravilhoso. 

Por fim, fica aqui meu apelo: se você quer mesmo ir à Phuket, e não está afim de agito, de turismo  de massa, de apelação sexual, de exploração e de encheção de saco, vá a Mai Khao. VÁ. A . MAI. KHAO. 

Follow @ Instagram

Back to Top